Grupo de bordado do Bujari lança sua primeira coleção na Expoacre

Há três meses um grupo de 25 artesãos do Bujari foi convidado pela primeira-dama Marlúcia Cândida a vivenciar a arte do bordado. O resultado de toda a produção será conhecido em breve com o lançamento da primeira coleção denominada Fauna e Flora, na Expoacre.


Grupo de bordadeiras
Grupo de bordadeiras


Batizado de Helicônias, o grupo está desenvolvendo um mostruário com guardanapos de mesa, lençóis, toalhas de mesa, panos de prato, além de peças de vestuário.

A coleção apresenta um forte traço da identidade amazônica com desenhos inspirados na fauna e na flora criados pelo artista Enock Tavares. Araras, garças, papagaios, helicônias, peixes e outros desenhos compõem a coleção.

Coleção Bordados - Fauna e Flora


Para produzir as peças, o grupo se reúne nas tardes de terças e quintas-feiras na residência da artesã Poliana Guimarães, coordenadora do Helicônias.

O projeto tem a consultoria da artesã Vera Lúcia da Silva, da cooperativa de artesanato Amazônica Paiol.

“A ideia que a primeira-dama teve de resgatar as bordadeiras tem gerado bons frutos e só temos que agradecer. O grupo cresceu e em breve já estaremos lançando nossa primeira coleção. Além de revitalizar essa arte iremos agregar valor e renda para as nossas famílias”, disse Poliana.

Por sua importância na cultura e pelo que pode movimentar na economia, o projeto com o bordado visa a expansão para outras cidades. A iniciativa com o bordado é coordenada pelo gabinete da primeira-dama e governo do Estado, por meio da secretaria de Pequenos Negócios (SEPN).

“Um simples projeto pode revelar muitas coisas boas. O grupo se apaixonou pela arte do bordado. A ideia de a coleção trazer a nossa identidade com a marca de um artista local é muito interessante. As peças estão lindas e com certeza trará um resultado positivo com a comercialização das peças na Expoacre”, comentou Marlúcia Cândida.

Vivenciando a arte do bordado

ordeira Maria da Silva diz que ao fazer uma peça relembra os encontros de bordado na sua terra natal
ordeira Maria da Silva diz que ao fazer uma peça relembra os encontros de bordado na sua terra natal


Natural de Beberibe, Ceará, a bordadeira Maria da Silva Costa, 69 anos, chegou ao Acre em 1975, com 27 anos. Ela conta que aos poucos foi deixando de bordar, e agora, com o grupo foi a oportunidade de relembrar dos encontros de bordado na sua terra natal, fazer amigos e adquirir um novo aprendizado.

“Já me aposentei e participar do grupo é uma forma de me alegrar com a vida. Não sei nem explicar a sensação que sinto, é tão maravilhoso, que quando estou bordando me faz lembrar dos tempos que morava no Ceará. É muita felicidade”, disse.






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fonte: AC

Feira do Bordado de Ibitinga divulga shows e artistas

A 44ª edição da Feira do Bordado de Ibitinga será realizada neste ano oficialmente de 7 a 16 de julho, com abertura no dia 6 de julho. A programação de shows contará com artistas da cena sertaneja, gospel, do rock, pagode, entre outros gêneros. O valor dos ingressos foi divulgado anteontem pela organização do evento.

Grupo de samba Demônios da Garoa - Feira do Bordado
Grupo de samba Demônios da Garoa - Feira do Bordado


Na abertura da feira, em 6 de julho, se apresentam as bandas regionais Zero 2 e Odysseya, no único dia em que a entrada é gratuita. Na sequência, sobem ao palco Pedro Henrique e Rafael (7/7), Dani e Danilo (8/7) e o grupo Pixote (9/7), com sucessos como “Idem”, “Franqueza”, “Fissura”, “Mande um Sinal” e “Meu Amor”.

Conrado e Aleksandro (10/7), o cantor gospel PG (11/7), a banda de rock CPM 22 (12/7) e o grupo Demônios da Garoa (13/7) se apresentam de segunda a quinta-feira. Para o fim de semana seguinte estão programados Flash Track (14/7), a cantora Paula Mattos (15/7) e a dupla sertaneja Jads e Jefferson (15/7).

Como os principais shows são do Pixote, Conrado e Aleksandro, CPM 22, Demônios da Garoa e Paula Mattos, o valor dos ingressos é R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada). Para os demais dias, os convites podem ser obtidos por R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia-entrada).

A organização da 44ª Feira do Bordado de Ibitinga disponibilizou a meia-entrada solidária. Todos que fizerem doação de um quilo de alimento não perecível – exceto sal, açúcar e farinha – poderão adquirir o convite de meia-entrada. A venda dos convites individuais será realizada somente no dia de cada show realizado.


O passaporte, com direito a todos os shows, já está disponível em pontos de venda de Ibitinga (prefeitura, Calçados São Luiz, Raraluz Moda Íntima, HG Store e Polo Auto Escola), Tabatinga (Floricultura Nosso Cantinho), Itápolis (Óptica Veneza) e por meio do endereço eletrônico http://bit.ly/2rekjeI. O passaporte custa R$ 100 e, pelo site, há taxa administrativa de R$ 15. A venda on-line pode ser parcelada em até 18 vezes.

Estandes

A Feira do Bordado de Ibitinga será realizada no Pavilhão Permanente de Exposições Dr. Lucínio Hilmar de Oliveira Arantes e contará com bordados diversos em cama, mesa, banho, enxovais de bebê, acessórios e praça de alimentação divididos por setores.

Os estandes estarão abertos para visitação das 9h às 19h, com exceção das sextas, sábados, domingos e feriados, que abrem às 8h. Os ingressos para visitação da feira custam R$ 5. A partir das 19h, ficam abertos o parque de diversão e a praça de alimentação. Os shows têm início previsto para 22h.


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fonte: C. Jahu

Alunos do Senai Espaço da Moda vão apresentar looks no desfile principal da Fevest 2017

Projeto Novos Talentos: duas peças foram escolhidas por voto popular e uma por júri especializado


O projeto Novos Talentos Senai Espaço da Moda, que já virou tradição, traz para a Fevest Festival 2017 – Feira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-prima, que acontecerá entre os dias, 05 e 09 de julho, o tema da sustentabilidade.

Senai Espaço da Moda Costura
Senai Espaço da Moda

Os alunos trabalharam o conceito Upcycling, transformando materiais que seriam descartados em peças criativas e que seguem tendências das passarelas mundiais.

Este ano, os estudantes do curso Técnico em Vestuário criaram 15 looks. Três foram escolhidos para o desfile principal do evento – um por júri especializado e dois por voto popular.

Segundo a designer de moda da Firjan, Claudinéia Ferraz, a escolha do tema tem como objetivo conscientizar alunos, empresários e outros participantes sobre a questão ambiental. “A novidade desse ano foi que envolvemos os confeccionistas no processo. Eles doaram linhas, bojos e tecidos que para eles não teriam mais serventia”, explica a especialista.

Os estudantes, que não puderam comprar materiais novos, tiveram que achar uso para tudo que foi doado. Para a aluna Helena Verkes, que faz roupas há 10 anos e resolveu entrar no curso para se aperfeiçoar, o desafio foi um grande quebra-cabeça. O grupo dela se inspirou em Frida Khalo, encarnando referências de colorido e detalhes. “As peças foram modeladas nos manequins, pregamos tirinha por tirinha a mão. Muito trabalhoso. Mas o resultado final nos deixou orgulhosos”, garante a jovem.

Quem espera encontrar um monte de colchas de retalhos, vai dar de cara com looks garbosos, como o próprio litoral grego, inspiração do grupo da Rhanna Menezes. “Escolhemos pedaços de tecidos com tons suaves, passeando entre o branco e o azul, agregando partes de renda e tule que acabaram nos remetendo à Grécia”, conta a aluna de 21 anos. Ela usa a máquina de costura desde os 14 com a mãe e revela que a proposta do curso ajudou a ampliar a visão que tinha apenas como costureira, fazendo com que ela enxergasse a peça como criadora, modelista e vendedora, uma perspectiva completa do funcionamento de uma indústria de moda, que é o objetivo do curso Técnico em Vestuário.

Os croquis ficaram disponíveis para votação até às 13h59 do dia 26 de junho, no site www.cursosenairio.com.br/concurso, onde agora estão divulgados os vencedores.

Além dos destaques no desfile principal, as 15 peças vão ganhar exposição durante a Fevest, terão fotos profissionais afixadas no gradil da escola e vão decorar o ponto de ônibus em frente ao Espaço da Moda. A Fevest é uma realização do Sindvest (Sindicato das Indústrias do Vestuário de Nova Friburgo e Região), promovida pelo Sistema Firjan e Sebrae, com o apoio do Conselho da Moda, Prefeitura de Nova Friburgo, Nova Friburgo Country Clube, Abit; e organização da Teia de Eventos.  

Serviço:– Feira Brasileira de Moda Íntima, Praia, Fitness e Matéria-Prima

Data: 5 a 9 de julho, das 13h às 20h

Local: Nova Friburgo Country Clube - Av. Conselheiro Julius Arp, 140 – Nova Friburgo – RJ

Programação: http://fevestfestival.com.br/

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fonte: JB

Artesã mais velha do Salão do Artesanato gasta até três meses para fazer uma peça

Aos 86 anos de idade, Antônia Mendonça mantém rotina de produção e faz questão de expor peças.


Antônia Mendonça é a artesã mais velha em atividade no Salão do Artesanato da Paraíba
Antônia Mendonça é a artesã mais velha em atividade no Salão do Artesanato da Paraíba


Risca, desfia, encaixa, torce, perfila, lava, passa goma e estica. Já são 86 anos de vida, sendo 74 de trabalho, mas as mãos seguem rápidas e precisas na hora de fazer o labirinto. Foi com esta técnica que Antônia Ribeiro de Mendonça se apaixonou pelo artesanato e hoje é a artesã mais velha a atuar no Salão do Artesanato da Paraíba. O evento acontece em Campina Grande, neste mês de junho e vai até 2 de junho.

Respeitada entre as outras artesãs, Antônia em seu cantinho faz com calma os processos de produção do labirinto. A técnica exige dedicação e paciência, ela aprendeu quando tinha 12 anos. Dona Antônio Mendonça mora no sítio Chã dos Pereiros, na zona rural de Ingá, no Agreste paraibano.

Técnica de labirinto exige precisão e paciência nos movimentos, explica artesã
Técnica de labirinto exige precisão e paciência nos movimentos, explica artesã


Antônia conta que, por entender que a profissão de artesã às vezes não é valorizada, acabou indo trabalhar como professora. Ela exerceu a profissão por 35 anos, quando se aposentou, mas nunca deixava de fazer labirinto. Depois da aposentadoria, sua dedicação ao artesanato é integral.

Quando eu era professora, ainda fazia algumas peças para amigos, parentes, algum vizinho. Mas depois da aposentadoria foi que eu comecei mesmo. É uma paixão. E o que eu gosto é que, com o artesanato, eu não fico em casa. Sempre vou para as feiras, mostrar meu trabalho e também conheço outras pessoas e converso”, explica ela.

Entre as peças vendidas estão desde jogos americanos até toalhas de mesa com cerca de 3 metros. Ela demora até três meses pra concluir uma peça, dependendo do tamanho e da quantidade de detalhes.

Aí eu vou fazendo, demora uns 2 ou 3 meses. Dá um pouquinho de trabalha, mas no fim vale a pena. As vezes as pessoas não entendem, pedem pra baixar o preço, mas a gente vai se ajeitando”, conta a artesã.

6º Salão do Artesanato da Paraíba
6º Salão do Artesanato da Paraíba


Antônia Ribeiro de Mendonça é uma das 333 artesãs e artesãos que estão participando do 26º Salão do Artesanato da Paraíba. O evento começou no dia 18 de junho e vai até 2 de julho deste ano. A estrutura do evento está montada no antigo prédio da Cavesa, na Rua Miguel Couto, no Centro de Campina Grande, a margem do Açude Velho. No local, os visitantes passam por um circuito com quase 1 quilômetro de opções de stands.

Além do labirinto, o Salão oferece obras feitas através de outras tipologias como o barro, madeira, algodão colorido, renda renascença, biscuit, fuxico, bordado, além também de bebidas e comidas típicas. A estimativa da organização do evento é de que o Salão chegue a movimentar entre R$ 850 mil e R$ 1 milhão.

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fonte: G1

Costureiras unem cooperação e sustentabilidade em cadeia nacional de produção de roupas

Algodão orgânico é usado por trabalhadoras da Vila Nossa Senhora Aparecida na confecção de roupas, geração de emprego e renda 

Fábrica de roupas na Vila Nossa Senhora Aparecida
Fábrica de roupas na Vila Nossa Senhora Aparecida


Da necessidade de emprego e renda para trabalhadoras da Vila Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Sarandi, surgiu a Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos (Univens), que une economia solidária e atitude sustentável. Vinte e um anos depois da criação, a cooperativa que nasceu na Zona Norte de Porto Alegre com pouco capital de giro e com poucas máquinas de costura criou uma cadeia produtiva que começa no plantio de algodão orgânico e vai até a comercialização de roupas, com parceiros nas cinco regiões do Brasil.

Trabalhar com algodão orgânico é o grande diferencial da cooperativa composta por 23 mulheres. A matéria-prima chegou em 2005, quando apenas 1% do tecido usado na fábrica era orgânico, percentual que hoje é de 30% a 40%.

Parte das mulheres que fazem parte da Univens
Parte das mulheres que fazem parte da Univens


O algodão é produzido por cooperativas parceiras em Tauá, no Ceará e em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, enquanto cooperados de Pará de Minas, em Minas Gerais, fazem a fiação e a tecelagem do produto. O tecido, por fim, é transformado em confecção de roupas, com serigrafia, bordado e tingimento na Univens, em Porto Alegre. A cadeia conta ainda com sementes que viram botões e acessórios em Manaus. Toda esta rede forma a Justa Trama, que nasceu da Univens, e é composta por mais cinco cooperativas parceiras espalhadas pelo país.

A ambição de uma das fundadoras da cooperativa, Nelsa Inês Fabian Nespolo, é de que em pouco tempo todo o algodão manejado pelas mãos das cooperadas seja exclusivamente orgânico. Formada apenas por trabalhadoras da comunidade, a Univens se propõe a outro tipo de trabalho, com democracia nas decisões e foco na economia solidária.

— Nós começamos no salão de uma capela da vila, com 35 mulheres, e muitas desistiram. Queríamos algo que envolvesse economia solidária, que desse retorno para todas. Em 2005, recebemos o primeiro fio orgânico, que é um produto que tem outra lógica. Com esse negócio acho, que estamos fazendo nossa parte com o mundo.

Além da fábrica na Vila Nossa Senhora Aparecida, a Justa Trama têm pontos de venda no Centro de Porto Alegre e em Santana do Livramento, Porto Velho-RO e São Paulo. Participa de feiras alternativas, trabalha com encomendas e faz vendas pela internet no site www.justatrama.com.br. A nova coleção de roupas: "Moda que envolve: costureiras, artesãs e sustentabilidade" foi lançada no dia 3 de junho em um desfile na Redenção.

"Jamais imaginaria que tomaria essa proporção"


Entre as trabalhadoras, o espírito é de colaboração e orgulho das peças que produzem. Isaurina Alzira da Silva, 74 anos, é uma das cooperadas que está desde o início. Antes de entrar na Univens, trabalhou em lavoura, em malharias e como doméstica. Nem nos seus melhores devaneios poderia imaginar que faria parte de uma cadeia nacional com produtos vendidos em todo país.

— Eu não me imaginava nem como costureira, imagina fazendo roupas para todo Brasil. É uma emoção, um orgulho. Jamais imaginaria que tomaria essa proporção. Adoro trabalhar aqui e tenho pena de pensar que, uma hora, terei que parar por causa da idade. 

Inaurina está desde a abertura da cooperativa, há 21 anos
Inaurina está desde a abertura da cooperativa, há 21 anos


Devido à pouca escolaridade — cursou até o quarto ano do Ensino Fundamental — Isaurina diz que, no local, sempre se sentiu aceita e parte daquilo que ela faz. Sentimento bem parecido é descrito por Simone Gitorotto, 31 anos, que trabalha na serigrafia das peças. Há oito anos ela diz que se sente à vontade entre as colegas e até para agradar o cliente.

— O patrão, se ele manda baixar cabeça, tem que baixar. Aqui, tem conversa, diálogo, podemos expor as ideias. É um orgulho trabalhar com algodão orgânico que trata a roupa com uma lógica diferente, sem agredir o meio ambiente —argumenta.

Gislaine Silveira Martinez, 54 anos, estava desempregada após trabalhar na indústria quando conseguiu emprego na cooperativa.

 — Nunca tinha pensado em trabalhar em cooperativa. Tive medo, achei que fosse instável, mas arrisquei e estou aqui há dez anos. 

Pela cooperativa, já viajou para São Paulo, Bahia e Santa Catarina. Para ela, o acolhimento é diferente e a visão de negócio também:

— Aqui a gente ouve música, conversa, o ambiente é bom _ conta ela, que faz costura e corte de tecidos.

Para Gislaine, ambiente é bom de trabalhar
Para Gislaine, ambiente é bom de trabalhar

Como funciona a Justa Trama


Justa Trama é uma rede composta por outras cinco organizações das cinco regiões do país. Cada uma é responsável por uma etapa da produção da produção do algodão à confecção das roupas.

Plantio do algodão: cooperativas em Tauá, no Ceará, e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul.
Fiação e tecelagem dos fios: em Pará de Minas, em Minas Gerais.
Confecção das peças: Porto Alegre.
Botões e acessórios: Manaus, no Amazonas.

ONDE FICA EM PORTO ALEGRE
Justa Trama
– Endereço: Rua Afonso Paulo Feijó, 501. Sarandi, Porto Alegre
Telefone: (51) 3344-3454
– No momento, há duas vagas em aberto para mulheres do Bairro Sarandi, com experiência em costura.

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Renovação na costura

Jovens enfrentam o preconceito e investem na profissão

Daniele Pereira da Silva e sua Máquina de Costura
Daniele Pereira da Silva e sua Máquina de Costura


Embora a costura seja vista como profissão de mãe e avó, o ofício tem começado a atrair atenção dos mais jovens. Daniele Pereira da Silva, por exemplo, teve o primeiro contato com a profissão aos 14 anos, no seu primeiro emprego em uma tapeçaria. Aos 15 ela foi para uma nova empresa e começou a costurar moletons.



Hoje, aos 17 anos, ela já vislumbra um futuro empreendedor na profissão. Para trabalhar, a jovem precisou dar uma pausa nos estudos, por isso, a intenção agora é terminar o Ensino Médio e, em seguida, ingressar no curso de Design de Moda. “Tenho muita vontade de abrir meu próprio atelier em casa. Já pensei em guardar dinheiro e reformar um cômodo atrás de casa e comprar uma máquina para começar”.

Atualmente, Daniele está empregada em uma empresa da localidade de Volta Grande. Mas, a cada nova costura que faz, o desejo de se profissionalizar aumenta mais. Quando criança, a costureira observava as irmãs na profissão e já sentia uma empatia.

Além de costureira, Daniele guarda o talento de desenhista que foi desenvolvido ainda na infância. “Penso que posso unir essas duas coisas para meu trabalho. Quero primeiro costurar para mim, depois fazer roupas sob medida para fora”.

Ela lembra que assim que começou a usar a máquina de costura, muitas pessoas se surpreenderam pela vocação que tinha para a profissão. Apesar de ser uma amante da costura, ela afirma que a função ainda é pouco valorizada. “É uma profissão tão essencial e não é tão reconhecida como deveria”.

Todo conhecimento que a jovem tem, adquiriu ao desenvolver peça por peça. “Eu acho que nasci com o dom de costurar, pois vejo que há meninas que querem costurar, mas no primeiro erro desistem. Mas eu insisti, pois era o que eu queria e gostava”.

Em busca de aperfeiçoamento, Daniele vai todos os dias até a casa de uma amiga, depois do trabalho, onde aprende a usar outras máquinas de costura. “Eu olho ela fazer e faço igual. É uma maneira de agregar meu currículo”.

Desejo de crescer na área


Se tornar uma cabeleireira profissional teria dado certo para Debora Valcanaia, de 22 anos, se ela já não tivesse descoberto o amor pela máquina de costura. Isto porque aos 16 anos, a jovem conseguiu o primeiro emprego como revisora em uma facção. Mas o desejo sempre foi ser costureira.

Debora Valcanaia e sua máquina de costura
Debora Valcanaia e sua máquina de costura


Foi observando as colegas do trabalho que ela aprendeu a dominar a máquina de costura e se destacar na profissão. Sem nunca ter feito um curso na área, foi a prática que a fez aprender cada dia mais. “Teve um tempo que pensei em sair dessa profissão e fui tentar ser cabeleireira, mas não deu certo. Parece que não era mesmo para ser, até porque eu realmente gosto do que faço”.

A jovem, natural de Itajaí, acredita que herdou o talento da avó, que também era costureira. “Quando era pequena, sempre via ela na máquina de mesa e queria aprender, mas nunca tive oportunidade de pegar a máquina dela para costurar”.

Por ser tão jovem, Debora conta que sofreu preconceito das próprias amigas, que a incentivavam a deixar a profissão e tentar algo diferente. “Elas diziam para fazer uma faculdade e trabalhar no escritório, com ar-condicionado. A minha resposta sempre foi de que cada um trabalha no que gosta. Eu gosto disso e trabalho com isso. Eu trabalho feliz”.

Para ela, não há desvantagens em trabalhar na produção e não poder usufruir de um ambiente mais confortável, por exemplo. A paixão adquirida na costura já fez com que Debora indicasse para algumas amigas, que acataram a dica e hoje também trabalham com costura.

Sem se imaginar fazendo outra coisa, a jovem afirma que pretende se aperfeiçoar cada vez mais no que faz. Inclusive, a intenção é fazer cursos profissionalizantes para melhorar ainda mais e alcançar a função de pilotista. “Na empresa que trabalho já me deram algumas peças piloto para fazer. É com essas oportunidades que me dão que dá ainda mais vontade de melhorar como profissional”.

Debora analisa que atualmente a profissão ainda é bastante desvalorizada, o que na visão dela é errado pela importância da costura na sociedade. “Eu vejo que se não fosse a gente, a nossa profissão, todos andaríamos pelados. É uma profissão essencial na vida do ser humano”.


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fonte: OMunicipio

Ideias de como usar o bordado na decoração

Durante muito tempo, o bordado foi tido como uma prática artesanal retrógrada. Sendo feita tanto manualmente, como por máquinas de costura, os trabalhos, ainda que belos, se limitavam a algumas temáticas com cozinha, bebês, flores, nomes e entre outras.

Bordado na máquina de costura
Bordado na máquina de costura


Claro que, por o bordado se tratar de artesanato, não existe uma restrição de temas, porém somente de alguns anos para cá foi que essa prática se tornou mais abrangente, sendo relacionadas a praticamente qualquer temática, tendo desenhos abstratos modernos, frases, representação de memes, logos de marcas famosas, entretenimento e etc.

Esse "novo bordado" deu uma nova roupagem para a prática, aumentando também o público, sendo hoje um item de decoração para praticamente quaisquer locais e também para todas as idades. Para os mais diferentes ambientes, hoje há bordados que combinam perfeitamente com temas modernos.

As muitas opções de itens bordados


E a melhor parte dos bordados é que eles podem ter inúmeras formas, explorando qualquer assunto, combinando com tudo.
Com ideia para isso, as peças de bordado são o primeiro caminho a se escolher de como decorar um ambiente. E essas peças podem ser:

• Lençóis; 
• Fronhas; 
• Capas de almofadas; 
• Capas para sofás, cadeiras e poltronas; 
• Toalhas para mesa; 
• Base para inúmeros enfeites como vasos, abajures, cinzeiros, etc.; 
• Quadros e quadrinhos de parede; 
• Quadrinhos de mesa.

Essa lista de sugestões, no entanto, não significa que não se pode ter novas ideias. A grande característica do bordado e a soma da técnica (para construir a peça) e a criatividade, para se dar vida a uma ideia.


Onde utilizar o bordado


E esses itens podem ser utilizados em combinação com outros elementos da casa ou do escritório, dando mais personalidade para o ambiente, como por exemplo: bordados que conversem com o papel de parede, carpete, estofados, plantas, móveis e tantas outras possibilidades.

Mais do que uma decoração doméstica, o bordado também pode marcar presença nos ambientes comerciais. O segredo, novamente, é saber fazer com que os desenhos e as cores estejam alinhados com o local. Um exemplo: se for um escritório de turismo, é possível utilizar bordados usando desenhos como mapas de países, bandeiras e palavras nos idiomas diversos. Porém, se for um local de público infantil, desenhos graciosos e coloridos darão o clima certo.

Quero começar a fazer bordado, por onde começar?


Se a sua ideia é começar a bordar, deve se preocupar, claro, em saber como fazer isso. Uma excelente opção é recorrer às lojas tradicionais do segmento. Uma delas é a Ipermaq, com 16 anos no mercado comercializando as melhores marcas de máquinas de costura, bordado, quilting e patchwork e acessórios. Entre em contato nonosco e confira!

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Fonte: Terra

Senac oferece curso de Costura para mulheres de Lajedo

Um grupo de 20 mulheres da localidade de Lajedo, zona rural de Cedro, na região Centro-Sul do Ceará, participa de um curso técnico em costura – projeto e modelagem de confecções de roupas. O treinamento é ofertado pelo Senac, por meio do Centro de Educação Profissional Ivens Dias Branco, em parceria com a Prefeitura.

Curso Senac em Lajedo - Máquina de Costura
Curso Senac em Lajedo


O curso ocorre na Escola de Ensino Fundamental Antônio Alves dos Santos e tem duração de dois meses. Oferece capacitação para operadores de máquinas de costura profissionais, no sentido de identificarem tipos de tecidos e de agulhas; fazerem acabamentos (à mão e à máquina); reconhecerem erros de cortes; manuseiem moldes; consultem tabelas de medidas.

Além das técnicas de costura, o profissional também será qualificado para realizar o trabalho de maneira eficiente, utilizando corretamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) e assim garantir a sua saúde e segurança no trabalho.

A secretária Trabalho e Assistência Social, Luciana Vieira, disse que a expectativa na efetivação de políticas públicas voltadas para as mulheres do distrito foram essenciais para esta conquista. “Este é um compromisso da gestão municipal que tem ouvido as demandas e concretizá-las”, reforça.

Outros cursos


Além da costura, já aconteceu um curso de Doces e Salgados, beneficiando várias pessoas da comunidade.


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fonte: MaisFM

Vidas dedicadas à costura

Walter e Valinga Steingraber criaram os filhos em meio aos tecidos

Vidas dedicadas à costura
Vidas dedicadas à costura


Famosos pela costura sob medida e bainhas impecáveis, Walter Reinoldo Steingraber, de 90 anos, e Valinga Müller Steingraber, de 85, moradores do bairro Santa Rita, carregam uma bagagem de boas histórias na costura. Walter entrou para a área aos 14 anos e Valinga começou na costura assim que casou, aos 18 anos.

Até os 35 anos, o patriarca trabalhava de tecelão na empresa Iresa e ao chegar em casa, ajudava a esposa na sala de costura que mantinham. Era ali que confeccionavam ternos, paletós, camisas e calças para a clientela. O caderno de anotação mantido por Walter era sempre cheio. Ali continham os pedidos com nome do cliente e todas as suas medidas, para que nada saísse errado. O motivo para tanto capricho era devido ao belíssimo trabalho final feito pelas mãos do casal.

Junto com o atelier, os dois ainda vendiam alguns aviamentos. A filha Valtrudes Steingraber Comandoli, 66, lembra que os pais não tinham fim de semana, especialmente a mãe, que passava o domingo enchendo carretéis de linha para vender.

Walter e sua máquina de costura
Walter e sua máquina de costura


Foi com a profissão de costureiros que o casal criou os seis filhos. Mesmo crescendo entre retalhos e linhas, nenhum deles seguiu o ramo dos pais. “A gente fazia porque gostava e porque tinha que sustentar os filhos. Era o que sabíamos fazer”, conta Valinga.

Walter lembra que na sua época tudo era manual, por isso, para fazer um paletó, levava até uma semana para produzir, dependendo do modelo. “É uma profissão muito boa”, garante o aposentado.

Com habilidade na máquina de costura e costura principalmente masculina, Valinga é quem produzia as roupas dos filhos homens, como forma de economizar com compras. Já o trabalho de Walter é lembrado até hoje na cidade pela perfeição na costura.

Por problemas de saúde que a deixaram praticamente cega, há cinco anos Valinga precisou abandonar as máquinas de costura. Durante o período em que ficou internada no hospital, seu inconsciente ainda a fazia ‘costurar’. “Sentada na cama, a mãe gesticulava como se estivesse pregando botões em camisas”, conta a filha Valtrudes.

Mas ela não é a única a costurar na imaginação. Valinga relata que o marido muitas vezes sonha que está costurando. “Ele senta na cama e pergunto o que está acontecendo, ele diz que está fazendo bainha de calça. Isso tudo enquanto dorme”, entrega.

Walter abandonou a máquina de costura um pouco mais tarde que a esposa. Com 88 anos é que os filhos fecharam as portas do atelier e impediram o pai de entrar para costurar, por motivos de saúde.

Porém, a decisão dos filhos deixou o pai muito bravo, pois não queria largar a máquina de costura. Como recordação, Walter guardou em casa uma única máquina de costura bastante antiga, da marca Pfaff. “Essa quero guardar para mim”, diz.

Para os filhos, o casal é exemplo de dedicação e amor pela profissão. “Mesmo com toda idade, nunca quiseram parar. Só largaram mesmo por conta dos problemas de saúde e porque nós achamos melhor para eles. Eles são nossa inspiração”, relata Valtrudes.


Sem idade para começar


Foi com 62 anos que Seli Muhlbeier dos Santos, hoje com 69, teve a carteira assinada pela primeira vez e, com grande orgulho, como costureira. Porém, antes disso, ela já havia realizado trabalhos em casa, ainda quando morava em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul.

Valinga em sua máquina de costura
Valinga em sua máquina de costura


Seli lembra que quando casou, era regra ter que aprender a costurar e foi assim que teve os primeiros contatos com a máquina. “Trabalhava em casa, fazia roupa para a família e depois comecei a fazer roupas sob medida para fora”, lembra.

Há 25 anos, a costureira recebeu uma oportunidade de ingressar na faculdade e foi então que se formou em Letras. Porém, nunca abandonou a costura. “Eu aprendi a costurar por necessidade e criei um gosto muito grande, então nunca pensei em fazer algo fora disso, mesmo sendo formada em outra área”, conta.

A costura em casa foi se tornando cansativa, por ser mais difícil e trabalhosa. Por um tempo, Seli abandonou as máquinas. Foi então que se mudou para Brusque. Em pouco tempo na cidade foi convidada para trabalhar como costureira em uma empresa e desde então nunca mais parou. “Faço conserto dos produtos e também peças para a loja da empresa”.

Ver o trabalho pronto é o que deixa a costureira satisfeita. Ela avalia que a profissão sempre fez parte da vida dela e de sua história. “Nunca consegui me desviar disso e sou feliz assim, pois é o que me dá prazer”.

Ingressar em uma empresa com a idade mais avançada não foi problema para a profissional. “Eu sou a mais velha da empresa, mas não vejo nada que possa me prejudicar. Claro, como em toda profissão, tem dias que é mais puxado, mas nada que me faça desistir. Só sairei de lá o dia que não me quiserem mais”, brinca.

Para ela, a empresa é sua segunda casa, pois é nela que passa a maior parte do seu tempo. “Tenho muito apreço por tudo isso e satisfação pelo meu trabalho e pessoas que me rodeiam”.


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fonte: O Municipio

Bordado brasileiro é tema de exposição em São Paulo

A mostra acontece no A CASA museu do objeto brasileiro e conta com trabalhos de bordadeiras e bordadeiros dos 27 estados

Bordado brasileiro - bordadeira
Bordado brasileiro


Bordadeiras e bordadeiros dos 27 estados brasileiros expõem seus trabalhos na exposição A Casa Bordada até o dia 13 de agosto. A mostra foi idealizada pela diretora geral do A CASA museu do objeto brasileiro (onde acontece a exibição), Renata Mellão, e tem curadoria de Renato Imbroisi, que selecionou as peças e objetos. O projeto de montagem reproduz a estrutura de uma casa, com paredes, portas, janelas, cômodos, divisórias, toda feita em tecidos bordados – é uma casa construída com pano, agulha e linha.

Bordado brasileiro - bordadeira
Bordado brasileiro


Ao todo, são 60 participantes – entre grupos, cooperativas, associações e artesãos individuais – e mais de 200 peças expostas. A exposição representa um levantamento inédito do bordado brasileiro, técnica trazida por colonizadores e imigrantes, que adquiriu feições, usos e costumes nacionais, ao mesmo tempo semelhantes e distintos entre si – como, por exemplo, o bordado com lantejoulas e pedraria característico do Bumba Meu Boi maranhense ou o ponto russo praticado em Primavera do Leste, no Mato Grosso, ensinado por uma comunidade de imigrantes russos às bordadeiras locais, que utilizam apenas fios de algodão puro, já que se trata de uma região de intenso plantio de algodão.

Bordado brasileiro - bordadeira
Bordado brasileiro


Senti vontade de iluminar as práticas artesanais do bordado de várias partes do Brasil através de cursos e palestras”, diz Renata Mellão. Além da mostra, serão realizados cursos, rodas de conversa, palestras e seminários sobre o bordado e assuntos relacionados, como criação, moda, design, artesanato têxtil, mercado, entre outros. Haverá ainda uma feira com venda de peças e objetos bordados pelos artesãos participantes durante um fim-de-semana.

A CASA BORDADA


Quando: 11 de maio a 13 de agosto de 2017, de terça a domingo, das 10h às 18h30

Onde: A CASA museu do objeto brasileiro (Av. Pedroso de Morais, 1216, Pinheiros, São Paulo/SP)

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fonte: CasaClaudia